A convenção coletiva da sua categoria pode exigir vida em grupo. E quase ninguém confere isso na hora certa.
Empresa que ganha contrato de limpeza, vigilância, portaria, conservação ou obra pode ter uma cláusula de seguro de vida na CCT do sindicato, com capital mínimo, auxílio funeral e prazo para contratar. Quem não cumpre paga multa convencional, responde na fiscalização do contrato e, se acontecer o pior, indeniza a família do próprio bolso. A gente lê a sua convenção e monta a apólice que atende ela.
Caso real de outubro de 2026: 3 funcionários com R$ 100 mil de capital cada por R$ 136,39 por mês. Ver o caso
Em resumo: O seguro de vida em grupo é uma apólice única, no nome da empresa, que cobre todos os funcionários de uma vez. Cada um vira uma "vida" dentro dela. Empresas que ganharam contrato de limpeza, vigilância, portaria, conservação ou obra podem ter de contratar esse seguro: a convenção coletiva (CCT) da categoria pode exigir capital mínimo, auxílio funeral e prazo para contratar. A apólice cobre morte por qualquer causa, podendo incluir morte acidental, invalidez e auxílio funeral, conforme o que for contratado.
Vigilância privada: o seguro de vida em grupo está na lei. O artigo 29 da Lei 14.967/2024 (Estatuto da Segurança Privada) diz: “São direitos do vigilante supervisor e do vigilante”, e o inciso V lista o “seguro de vida em grupo”. O parágrafo 1º completa: “Os direitos previstos no caput deverão ser providenciados a expensas do empregador.” Ler o texto oficial no site do Planalto. Para limpeza, conservação e portaria, a obrigação, se existir, vem da convenção ou do acordo coletivo da categoria: confira a cláusula da sua. Algumas profissões têm lei própria, como o bombeiro civil (Lei 11.901/2009, artigo 6º, inciso II) e o motorista profissional empregado (Lei 13.103/2015, artigo 2º, inciso V, alínea c).
O que é o Seguro de Vida em Grupo?
Uma apólice só, no nome da empresa, que cobre todos os funcionários de uma vez. Cada um vira uma "vida" dentro dela.
Uma apólice, várias vidas
Em vez de um seguro por pessoa, a empresa contrata uma apólice coletiva. Entrou funcionário, você inclui; saiu, você exclui. A gente cuida dessa movimentação todo mês.
Quem paga é a empresa (em geral)
Quando a CCT obriga, o custeio costuma ser 100% da empresa. Existe também o modelo contributário, em que o funcionário paga uma parte em desconto na folha. A sua convenção diz qual vale. Para o vigilante, a lei diz que o seguro é providenciado a expensas do empregador (Lei 14.967/2024, artigo 29, parágrafo 1º).
Quem recebe é a família
Se o funcionário falece, a indenização vai direto para os beneficiários indicados por ele. Não passa por inventário e não depende do INSS, que é outro benefício, separado.
Para quem é esse seguro
Se a sua empresa está em algum dos casos abaixo, provavelmente a apólice já deveria estar ativa.
Quem ganhou licitação de mão de obra
Limpeza, conservação, portaria, recepção, vigilância, manutenção predial, obra. O edital manda cumprir a convenção coletiva, e é lá dentro que pode estar a cláusula do seguro de vida.
Empresas com CCT que exige
Vigilantes, asseio e conservação, construção civil, transportes, indústria: muitas categorias trazem capital segurado mínimo, auxílio funeral e prazo de contratação na convenção. O texto varia por sindicato e por ano.
Quem quer segurar a equipe por escolha
Não precisa haver obrigação. Empresa de escritório, comércio, clínica ou tecnologia contrata para reter gente boa: é um benefício de custo baixo e efeito alto na percepção do time.
Sócios e administradores
Dá para incluir sócios, diretores e pró-labore na mesma apólice, com capital diferente do capital dos funcionários, conforme aceitação da seguradora.
Empresas com equipe pequena
Existe apólice coletiva para grupos pequenos. O número mínimo de vidas muda de seguradora para seguradora: em várias delas começa em poucas pessoas, e a gente procura a que aceita o seu quadro.
Quem já foi notificado
Sindicato cobrando, fiscal do contrato pedindo comprovação, ou uma ação trabalhista mencionando a cláusula. Dá para regularizar: quanto antes, menor o estrago.
Contrato público com mão de obra: confira se o seguro de vida da equipe é exigido e se está em dia
Vale para vigilância, limpeza, conservação, portaria e outras funções com mão de obra. O seguro de vida exigido por lei ou pela convenção coletiva deve ser contratado pela empresa empregadora, também para quem ela aloca em um contrato público; quem paga o prêmio é o que a lei ou a convenção disser.
Vigilância: está na lei
O seguro de vida em grupo é direito do vigilante e do vigilante supervisor, pago pelo empregador (Lei 14.967/2024, artigo 29, inciso V e parágrafo 1º). O Decreto 13.012/2026 (artigo 10, inciso IV) fala em cobertura por morte, acidente e invalidez.
Ler a lei no site do Planalto →
Limpeza, conservação e portaria: veja a convenção
Nessas categorias, a obrigação, se existir, vem da convenção ou do acordo coletivo da categoria e da região (o bombeiro civil e o motorista profissional empregado têm lei própria), e a cláusula pode trazer capital mínimo, auxílio funeral e prazo para contratar. Qualquer pessoa pode consultar as convenções registradas no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Consultar no Mediador →
O que a Advanced faz
Explicamos a cláusula da sua convenção, cotamos a mesma relação de vidas em várias seguradoras e comparamos capital, coberturas e prêmio. Depois acompanhamos a emissão e a inclusão de vidas quando a equipe muda, por exemplo quando começa um contrato novo.
Cada convenção é diferente e nem toda categoria tem essa exigência. Por isso, o primeiro passo é conferir a cláusula da sua. Manda o PDF no WhatsApp que a gente lê e responde. Guia completo, com lei, decreto e passo a passo para achar a convenção: Seguro de vida em grupo é obrigatório? Vigilância e limpeza.
O problema nunca é o preço. É descobrir tarde.
A cláusula de seguro de vida costuma estar lá pelo meio da convenção coletiva, entre vale-transporte e cesta básica. A empresa monta a planilha da licitação, ganha, começa a operar e só descobre a obrigação quando o sindicato cobra, quando o fiscal do contrato pede a apólice ou quando um funcionário sofre um acidente. Nesse ponto, além da apólice, tem multa convencional e um risco trabalhista que não precisava existir.
Conferir minha CCTComo se define o capital segurado
Capital segurado é o valor que a seguradora paga. Ele pode ser montado de três jeitos, e, quando existe CCT, ela manda no piso.
Múltiplo salarial
O capital de cada pessoa é o salário dela multiplicado por um número (por exemplo, 12 ou 24 salários). Quem ganha mais tem capital maior. É o formato mais comum em empresas com salários variados.
Capital fixo (uniforme)
Todo mundo tem o mesmo valor, do auxiliar ao encarregado. Simplifica a gestão e costuma ser o desenho usado quando a exigência vem da convenção coletiva.
Por categoria
Grupos diferentes com capitais diferentes: operacional, administrativo, liderança, sócios. Precisa de um critério objetivo (cargo ou faixa salarial) e não pode ser escolha caso a caso.
Não existe valor único de mercado: capital, auxílio funeral e prêmio variam conforme a análise da seguradora, a atividade da empresa, a idade média do grupo e o número de vidas. O que dá para afirmar é que, havendo cláusula na CCT, o capital contratado não pode ficar abaixo do mínimo que ela determina, e é por aí que começamos a cotação.
Caso real: 3 funcionários por R$ 136,39 por mês
Em outubro de 2026 cotamos vida em grupo para 3 técnicos de manutenção, entre 35 e 45 anos, com capital de R$ 100 mil por pessoa em morte, indenização especial por morte acidental, invalidez permanente por acidente e invalidez funcional por doença. Em uma das seguradoras, o grupo inteiro saiu por R$ 136,39 por mês, cerca de R$ 45 por funcionário.
Empresa pequena também contrata: essa seguradora aceitou a partir de 3 vidas. Outra pedia no mínimo 5. Saber qual aceita o seu tamanho de equipe é parte da cotação.
Não é tabela. Número de vidas, idades, atividade e capital mudam o valor. Entenda o que muda o preço.
Quero a cotação da minha equipeO que a apólice cobre
Coberturas usuais do vida em grupo. Nem toda apólice traz todas: algumas são básicas, outras opcionais, e todas valem conforme as condições contratadas.
Morte por qualquer causa
É a cobertura básica e a mais importante. Paga o capital segurado aos beneficiários em caso de falecimento por causa natural (doença, por exemplo) ou por acidente, dentro ou fora do trabalho, em qualquer horário.
Morte acidental (adicional)
Quando a morte é por acidente, essa cobertura extra soma ao capital de morte. Na prática, a família recebe o dobro ou o valor adicional contratado. O desenho depende da apólice.
Invalidez permanente por acidente
Perda ou redução definitiva de um membro ou função por acidente. O pagamento é proporcional: a tabela das condições da apólice diz qual percentual do capital corresponde a cada perda, e a SUSEP exige critérios objetivos para esse cálculo. Invalidez total paga 100%.
Invalidez funcional por doença
Cobertura para o caso de uma doença deixar a pessoa permanentemente incapaz de exercer atividade laboral, conforme a definição da apólice. É diferente da invalidez por acidente e nem toda apólice a inclui.
Auxílio funeral
Verba paga rapidamente para cobrir as despesas do sepultamento, antes da indenização principal, que demora mais para ser liberada. Pode vir em dinheiro (reembolso) ou como assistência funeral prestada por uma empresa, e a CCT costuma exigir um valor mínimo.
Opcionais que valem olhar
Cônjuge e filhos na mesma apólice, antecipação por doenças graves, diária por incapacidade temporária, cesta básica para a família por alguns meses e assistências (telemedicina, desconto em farmácia). Entram se contratados.
O que a apólice não cobre
Preferimos falar isso antes da assinatura, e não na hora do sinistro. As exclusões abaixo são as mais comuns do ramo. As da sua apólice estarão escritas nas condições gerais.
Suicídio nos dois primeiros anos
A Lei 15.040/2024, em vigor desde dezembro de 2025, passou a reger o contrato de seguro no lugar dos artigos 757 a 802 do Código Civil. O artigo 120 diz que o beneficiário não recebe o capital quando o suicídio voluntário ocorre antes de completados dois anos de vigência do seguro de vida. Depois desse prazo, a cobertura vale normalmente, e a lei proíbe novo prazo na renovação ou na troca de seguradora (parágrafo 2º).
Doença preexistente não declarada
Se a pessoa já sabia da doença e omitiu na declaração de saúde, a seguradora pode negar. Em grupos maiores, muitas vezes nem se exige declaração individual, mais um motivo para montar a apólice do jeito certo.
Ato intencional e fraude
Declaração falsa de vidas na apólice e sinistro forjado ficam de fora. Se o beneficiário provoca a morte de propósito, ele perde o direito, e a Lei 15.040/2024 (artigo 69, parágrafo 3º) manda pagar o capital ao segurado ou aos herdeiros. Também é nula a garantia contra o risco de ato doloso (de propósito) do próprio segurado (Lei 15.040/2024, artigo 10, parágrafo único, inciso II).
Guerra, terrorismo e riscos excluídos
Guerra declarada ou não, rebelião, atos terroristas e radioatividade estão fora do padrão do mercado. Além disso, a Lei 15.040/2024 (artigo 121) diz que a seguradora não se exime de pagar o capital, ainda que o contrato preveja o contrário, quando a morte ou a incapacidade decorrer do trabalho, do serviço militar, de atos humanitários, do uso de meio de transporte arriscado ou da prática desportiva.
Não é despesa médica nem plano de saúde
Vida em grupo paga capital segurado, não consulta, internação ou remédio. Existem coberturas de despesas médicas por acidente em algumas apólices, mas isso é adicional e limitado. Plano de saúde é outro produto.
Não substitui INSS nem verba trabalhista
A indenização do seguro é paga além do que a Previdência e a legislação trabalhista preveem. E não cobre dano a terceiros nem responsabilidade da empresa por acidente de trabalho: isso é responsabilidade civil, outro seguro.
Toda cobertura e toda exclusão desta página valem conforme as condições da apólice efetivamente contratada. Antes de assinar, a gente passa com você o que está dentro e o que está fora, em português.
Vida em grupo não é a mesma coisa que acidentes pessoais
Essa confusão é cara. Tem empresa que contrata o mais barato achando que cumpriu a convenção, e não cumpriu.
Seguro de vida em grupo
Cobre morte por qualquer causa: doença ou acidente, 24 horas por dia, dentro ou fora do trabalho. Costuma trazer invalidez e auxílio funeral. É o que algumas convenções coletivas exigem, e é mais caro justamente porque o risco coberto é maior. A sua convenção diz qual vale.
Acidentes pessoais coletivo (APC)
Cobre somente acidente: morte acidental, invalidez por acidente e, às vezes, despesas médicas. Morte por doença (infarto, AVC, câncer) não entra. É o mais barato e, em algumas categorias, é exatamente o que a convenção pede.
Existe ainda o seguro de acidentes de trabalho recolhido junto à Previdência, o RAT/SAT, que a empresa declara no eSocial e na DCTFWeb: aquilo é tributo, não é apólice, e não substitui nada do que está aqui. A pergunta certa não é "qual é o mais barato", é "o que exatamente a minha CCT manda contratar", e a resposta está no texto dela. Manda a convenção no WhatsApp que a gente lê e responde.
Como funciona a adesão e o que a empresa entrega
A parte burocrática é menor do que parece. Na prática, tudo gira em torno de uma planilha bem preenchida.
1. Relação de vidas
Nome completo, CPF, data de nascimento, sexo, cargo, salário e data de admissão de cada funcionário. É esse arquivo que define preço e capital. Se estiver errado, o sinistro trava lá na frente.
2. Dados da empresa e a CCT
Razão social, CNPJ, endereço, atividade, contato do responsável e a convenção coletiva vigente, se houver. É nela que conferimos capital mínimo, auxílio funeral, prazo e forma de custeio.
3. Forma de custeio
Empresa paga tudo (não contributário) ou funcionário participa via desconto em folha (contributário). No modelo contributário é preciso autorização assinada de cada um. A gente entrega o modelo do termo. Para o vigilante e o vigilante supervisor, a lei manda a empresa pagar (Lei 14.967/2024, artigo 29, parágrafo 1º).
4. Beneficiários
Cada funcionário indica quem recebe. Se ninguém for indicado, a lei manda pagar metade ao cônjuge e o restante aos herdeiros, o que atrasa tudo. Vale reservar dez minutos de uma reunião para preencher.
5. Movimentação mensal
Contratou alguém, mandou alguém embora, mudou salário: manda a alteração que atualizamos a apólice. Funcionário fora da lista é funcionário sem cobertura: esse é o erro mais comum e o mais caro.
6. Declaração de saúde, às vezes
Em grupos maiores a seguradora costuma dispensar. Em grupos pequenos ou com capital alto, pode pedir uma DPS, um questionário simples de saúde. Avisamos antes se o seu caso exigir.
Como contratar em 3 passos
Do primeiro WhatsApp à apólice na mão, sem você virar especialista em seguro.
Passo 1: Você fala com a gente
Manda uma mensagem com o número de funcionários, a atividade da empresa e, se tiver, a CCT. Se não souber qual é a sua convenção, a gente descobre pelo CNAE e pelo sindicato da base.
Passo 2: A gente cota e compara
Levamos a mesma relação de vidas a várias seguradoras e voltamos com um comparativo: capital, coberturas, exclusões e prêmio. Explicamos a diferença entre elas antes de você escolher.
Passo 3: Emissão e apólice
Você aprova, assina a proposta e a apólice é emitida, normalmente em poucos dias úteis, conforme a análise da seguradora. Depois disso a gestão é nossa: movimentação, renovação e sinistro.
E se acontecer um sinistro, você não fica sozinho no formulário: a Advanced acompanha o processo com a seguradora e ajuda a família a reunir a documentação. É a hora em que ter corretor faz diferença de verdade.
Por que escolher a Advanced?
Atendimento humano
Do outro lado tem gente de verdade cuidando de você.
Agilidade na entrega
Agilizamos a sua proposta para você não perder tempo.
Quem vive de licitação
Seguro garantia é o nosso foco. Já lemos muito edital e muita convenção coletiva: conhecemos as exigências de quem presta serviço para o poder público.
O que costuma vir junto com isso
Em contrato de mão de obra, estes outros três também podem aparecer no edital ou na planilha de custos.
Garantia de execução do contrato
Para assinar, o edital costuma exigir garantia de até 5% do valor inicial do contrato (artigo 98 da Lei 14.133/2021), com possibilidade de chegar a 10% quando justificada e, em obras e serviços de engenharia de grande vulto, a até 30% no seguro garantia com cláusula de retomada (artigo 99). Seguro garantia cobre essa exigência sem travar o seu caixa em caução.
Ver seguro garantia executante →
Plano de saúde e odonto
Muita convenção coletiva pede assistência médica ou odontológica junto com o seguro de vida, e o custo entra na mesma planilha da licitação.
Ver benefícios de saúde →
Responsabilidade civil
Vida em grupo paga a família do funcionário. Se o dano for em terceiro ou no patrimônio do contratante, quem responde é outro seguro.
Ver responsabilidade civil →
Ainda tem alguma dúvida?
Minha CCT exige seguro de vida. Como eu tenho certeza do que contratar?
Procure na convenção a cláusula com o título "seguro de vida", "seguro de vida em grupo" ou "benefício social". Ela costuma dizer três coisas: o capital segurado mínimo, o valor do auxílio funeral e o prazo para contratar depois da admissão. Se preferir, mande o PDF da convenção no nosso WhatsApp: a gente lê e devolve em texto simples o que precisa ser contratado e a partir de quando.
O seguro de vida em grupo é obrigatório para vigilante?
Sim. A Lei 14.967/2024 (Estatuto da Segurança Privada) coloca o “seguro de vida em grupo” entre os direitos do vigilante supervisor e do vigilante, no artigo 29, inciso V, e o parágrafo 1º diz que esses direitos “deverão ser providenciados a expensas do empregador”. O Decreto 13.012/2026, que regulamenta a lei, diz no artigo 10, inciso IV, que a empresa de serviços de segurança privada deve contratar seguro de vida em grupo com cobertura por morte, acidente e invalidez. A regra antes estava na Lei 7.102/1983, que foi revogada pela Lei 14.967/2024 (artigo 70). A lei não afasta direitos e garantias assegurados por convenção ou acordo coletivo de igual natureza (artigo 58): se a convenção da sua categoria tiver uma cláusula de seguro de vida, ela vale junto. Texto oficial: Lei 14.967/2024 no site do Planalto.
Minha empresa é de limpeza, portaria ou outra terceirização. O seguro de vida em grupo é obrigatório?
A lei do vigilante não vale para essas categorias. Em limpeza, conservação e portaria, a obrigação, se existir, vem da convenção ou do acordo coletivo da categoria e da região, e a cláusula pode trazer capital mínimo, auxílio funeral e prazo para contratar. Algumas profissões têm lei própria: o bombeiro civil tem direito a seguro de vida em grupo estipulado pelo empregador (Lei 11.901/2009, artigo 6º, inciso II) e o motorista profissional empregado do transporte rodoviário de passageiros e de cargas tem direito a seguro de contratação obrigatória, custeado pelo empregador (Lei 13.103/2015, artigo 2º, inciso V, alínea c). O texto da convenção muda de sindicato para sindicato e de ano para ano, então não dá para dizer que toda convenção exige: confira a cláusula da sua. Qualquer pessoa pode consultar as convenções e os acordos coletivos registrados no Ministério do Trabalho e Emprego pelo Sistema Mediador. Se preferir, mande o PDF da convenção no nosso WhatsApp: a gente lê e devolve em texto simples o que precisa ser contratado. Consulta: Sistema Mediador no gov.br.
Quanto custa por funcionário?
Não existe tabela única. O prêmio é calculado sobre o capital segurado total do grupo e varia conforme a análise da seguradora: atividade da empresa, grau de risco, idade média do quadro, número de vidas e coberturas escolhidas. Atividade operacional e de risco custa mais que administrativa. Por isso cotamos em várias seguradoras com a mesma relação de vidas: é a única forma honesta de saber o seu número. Como exemplo real, uma cotação de outubro de 2026 para 3 vidas, com capital de R$ 100 mil na cobertura de morte e nas adicionais de invalidez permanente por acidente, indenização especial em caso de morte acidental e invalidez funcional por doença, ficou em R$ 136,39 por mês. É só um exemplo, e não uma tabela: o preço depende do número de vidas, das idades, da atividade da empresa e do capital contratado.
Tenho poucos funcionários. Consigo contratar mesmo assim?
Na maioria dos casos sim. Cada seguradora tem seu número mínimo de vidas e algumas trabalham com grupos bem pequenos, às vezes incluindo os sócios na contagem. Há seguradoras que aceitam a partir de 3 vidas. Manda o tamanho do seu quadro que a gente verifica quais seguradoras aceitam o seu perfil.
Se o funcionário for demitido, ele continua coberto?
Não. A cobertura acompanha o vínculo: sai da relação de vidas, sai da apólice. Por isso a movimentação mensal é tão importante: manter alguém que já saiu significa pagar prêmio à toa, e esquecer de incluir quem entrou significa uma pessoa trabalhando sem cobertura. Algumas apólices oferecem opção de continuidade individual para o ex-funcionário, conforme as condições contratadas.
O seguro cobre acidente de trabalho? E se a empresa for processada?
São coisas diferentes. A apólice de vida em grupo paga o capital segurado à família ou ao próprio funcionário inválido, independentemente de culpa, e isso ajuda muito, inclusive porque, dependendo do caso e do que a CCT diz, pode ser abatido de uma condenação. Mas ela não cobre a responsabilidade da empresa por danos a terceiros nem indenização trabalhista; para esse risco existe o seguro de responsabilidade civil, que a gente também cota.
Quanto tempo demora para sair a apólice?
Com a relação de vidas completa e os dados da empresa em mãos, a cotação costuma voltar rápido e a emissão sai em poucos dias úteis, sujeita à análise e aceitação da seguradora. Se a sua urgência é comprovar cobertura para um contrato ou para o sindicato, avise logo na primeira mensagem que priorizamos.
Estagiário entra no seguro de vida em grupo?
Depende da apólice e da seguradora. Algumas aceitam estagiários no grupo, outras exigem vínculo de emprego com a empresa. Se a convenção coletiva ou a política da empresa incluir o estagiário, avise na hora da cotação para a seguradora confirmar se aceita.
Funcionário terceirizado pode ficar no grupo?
Em geral, o grupo segurado é formado por quem tem vínculo com a empresa que contrata a apólice. O terceirizado costuma ser coberto pela apólice da empresa que o emprega, e não pela da tomadora do serviço. Se a tomadora quiser incluir terceiros, a aceitação depende da seguradora.
MEI ou empresa com um único sócio pode contratar?
Depende da seguradora. Muitas pedem um número mínimo de vidas, e esse mínimo muda de uma para outra: numa cotação de outubro de 2026, uma seguradora aceitou o grupo a partir de 3 vidas e outra pedia no mínimo 5. Para quem está sozinho, a alternativa costuma ser o seguro de vida individual. Mande o seu caso que verificamos o que cada seguradora aceita.
O sócio pode entrar no grupo?
Em muitas apólices, sim, mas a regra é de cada seguradora. Algumas contam os sócios entre as vidas do grupo, outras só aceitam quem tem vínculo de emprego. Informe no pedido quem são os sócios e se eles recebem pró-labore, para a seguradora analisar.
Existe carência no seguro de vida em grupo?
Pode haver carência para morte e para invalidez por doença, conforme a apólice, mas a lei põe limites: ela não pode passar da metade da vigência do contrato nem ser cobrada de novo na renovação ou na troca de seguradora (Lei 15.040/2024, artigo 118). Para suicídio, o prazo é de 2 anos de vigência, também sem prazo novo na renovação (artigo 120). A regra de cada seguradora vem nas condições gerais da apólice, e nós as conferimos com você antes da contratação.
Em quanto tempo a família recebe a indenização?
O prazo começa a contar quando a seguradora recebe toda a documentação do sinistro, e o tempo exato varia conforme a seguradora e o caso. Em geral, ela pede certidão de óbito, documentos do segurado e dos beneficiários e, em alguns casos, laudos. Pedimos a lista de documentos da apólice no início, para que a família não perca tempo.
Quem é o beneficiário do seguro?
É quem o funcionário indicar: a indicação é livre (Lei 15.040/2024, artigo 113). Na adesão, cada pessoa informa os beneficiários e o percentual de cada um, e pode atualizar depois. Se ninguém for indicado, a lei manda pagar metade ao cônjuge e o restante aos demais herdeiros (artigo 115), por isso vale orientar a equipe a preencher a indicação. A empresa que contrata, chamada de estipulante, não recebe a indenização.
O que acontece com o funcionário afastado?
Depende das condições da seguradora. Algumas mantêm a cobertura durante afastamentos por doença ou acidente, desde que a empresa continue pagando o prêmio e informando a situação. Outras limitam o período. Antes de contratar, pergunte o que a apólice diz sobre afastamento e licença.
Como ficam admissões e demissões no meio da vigência?
A empresa informa à seguradora as entradas e as saídas, normalmente uma vez por mês. Quem é admitido passa a fazer parte do grupo conforme a regra de inclusão da apólice, e quem sai deixa de ser coberto e de gerar prêmio. Esquecer de incluir um novo funcionário deixa essa pessoa sem cobertura, por isso a movimentação em dia é essencial.
Seguro de vida em grupo substitui o plano de saúde?
Não. O seguro de vida em grupo paga um capital em dinheiro em caso de morte ou invalidez, conforme as coberturas contratadas. O plano de saúde cobre consultas, exames, internações e tratamentos. São produtos diferentes, com finalidades diferentes, e uma empresa pode ter os dois.
Doença preexistente impede a cobertura?
Depende da apólice. Em alguns grupos, a seguradora pede declaração de saúde, principalmente quando o grupo é pequeno ou o capital é alto, e doenças que a pessoa já tinha e não informou podem afetar a indenização. Em outros, o grupo é aceito sem declaração individual. Confira essa regra na proposta e preencha a declaração com sinceridade.
A cobertura vale se a morte for por doença ou só por acidente?
Depende do que foi contratado. A cobertura básica de vida costuma pagar morte por causas naturais e acidentais. O seguro de acidentes pessoais paga apenas o acidente coberto. Na cotação, confira o nome do produto e a lista de coberturas: no exemplo de outubro de 2026 que publicamos, havia cobertura de morte, indenização especial por morte acidental, invalidez permanente por acidente e invalidez funcional permanente total por doença.
É possível ter capitais diferentes para cargos diferentes?
Sim, em muitas apólices. O capital pode ser um múltiplo do salário, um valor fixo igual para todos ou um valor por categoria. A forma disponível depende da seguradora, e a escolha altera o preço do grupo.
O seguro de vida em grupo entra no cálculo do INSS?
Não entra no salário de contribuição quando o seguro está previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e é oferecido a todos os empregados e dirigentes (Decreto 3.048/1999, artigo 214, parágrafo 9º, inciso XXV). Fora dessas condições, confirme o tratamento com o contador da empresa.
Vamos proteger a sua equipe?
Manda o número de funcionários e, se tiver, a sua convenção coletiva. A gente confere a exigência e volta com a proposta. Resposta em minutos.
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